Saturday, May 30, 2009

“Educação Sexual nas Escolas: Contributo dos Enfermeiros”

A educação sexual tem sido ao longo dos anos um tema tabu da nossa sociedade. Nos últimos tempos tem-se intensificado o debate sobre este tema, não se vislumbrando contudo a implementação pelo governo de um verdadeiro programa de educação sexual nas escolas. Desta forma penso que o desenvolvimento de um plano estruturado de educação sexual poderá garantir a vivência de uma sexualidade segura, dotada dos conhecimentos necessários para uma vida adulta saudável.
Os enfermeiros podem desempenhar um papel crucial neste âmbito fazendo parte de uma equipa de profissionais que possibilite aos adolescentes a aquisição dos conhecimentos necessários ao seu desenvolvimento natural. Não concordo com uma distribuição maçiça de preservativos ou de outros anticoncepcionais sem delinear um plano individual de acompanhamento sexual para cada individuo. É necessário assegurar uma consulta de acompanhamento, com planeamento familiar, avaliação psicológica individual, avaliação do perfil individual e familiar e realização de sessões de educação para a saúde. Esta educação sexual, poderá ser desenvolvida pelos enfermeiros especialistas em saude comunitária, englobando um plano individual de saúde, que  assegura o desenvolvimento humano adequado, desde a alimentação saudável e o exercicio físico, aos primeiros socorros (Suporte basico de vida) e à avaliação das condições e estrutura familiar, entre outras.
Não basta dizer que a educação sexual é fundamental nas escolas, é preciso delinear programas no terreno com a amplitude e a eficácia necessária para garantir que os jovens vivam plenamente a sua juventude e preparem adequadamente a sua idade adulta e o desenvolvimento futuro.

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Sunday, March 16, 2008

3º Congresso Internacional de Tecnologias de Informação e Comunicação para a Nova Rede Hospitalar

Notas Gerais:
Os trabalhos decorreram versando as temáticas relacionadas com os sistemas de informação em saúde, tentando os diversos organismos, entidades e empresas presentes, demonstrar as vantagens em aplicá-los nas instituições de saúde.
Foram apresentadas as soluções de três grandes empresas nesta área, que demonstraram o trabalho realizado até ao momento, nomeadamente: CPC-HS; Indra; IBM.
As diferentes intervenções abordaram o tema da INTEROPERABILIDADE, salientando que esta constitui o desafio fundamental para todos os sistemas de informação, principalmente os da área da saúde. Neste âmbito referiram a importância da normalização de conceitos e circuitos. A necessidade de compatibilizar e compartilhar a informação dos diferentes sistemas de informação, foi assumida como algo de fundamental para a qualidade do serviço.
O representante da IBM apresentou os resultados de um estudo sobre as perspectivas para a Saúde em 2015, realçando a necessidade de definir o que são resultados em Saúde (ex.: pagar resultados e não actividades); responsabilização dos doentes para a utilização racional dos recursos de Saúde (que são limitados como todos os outros) e transformação na provisão dos sistemas sanitários (necessidade de combater uma visão em blocos verticais, demonstrando existir vida inteligente para além dos hospitais).
Outro dos aspectos corroborados e veiculados por grande parte dos oradores, disse respeito ao Acesso do Cidadão à sua informação de modo a poder utilizá-la em diferentes momentos e em diferentes instituições. A este respeito referiram a necessidade de integração da informação, e dos processos, para facilitar o acesso do cidadão à informação. Referiram sobretudo a importância da estandardização da informação.
Ainda em relação à Integração da Informação, salientaram que: o trabalho num sistema único, simplifica a integração dos diferentes níveis assistenciais, o trabalho sobre um processo assistencial único facilita a interacção e integração dos profissionais, convertendo-se o problema de saúde no eixo estrutural da história clínica. Podem observar-se por processo, os episódios e os eventos activos e os resolvidos.
De acordo com a apresentação do Dr. Manuel Delgado, reportando-se às tecnologias de informação e comunicação e os novos desafios da gestão hospitalar, reforçou a ideia supracitada da Integração sistémica (horizontal e transversal), que visa responder à simultaneidade das prestações de saúde, a um processo mais resolutivo, a doentes com multipatologia, á gestão da doença e à gestão do doente.
O mesmo orador, referindo-se ás consequências destes sistemas de informação, referenciou a existência de processos clínicos tendencialmente únicos e universais, a pluralidade de agentes que acedem e manipulam a informação, bem como a versatilidade, compatibilidade e fluidez na comunicação da informação.
Um aspecto também apresentado foi o contributo dos sistemas de informação em saúde para a implementação de redes de referenciação de doentes crónicos. Estes permitirão uma eficaz coordenação dos dados a nível nacional, nomeadamente da mobilidade dos doentes, monitorização dos seus contactos, estado de saúde e dos seus consumos.
Foram também apresentados os benefícios para os utentes, em relação aos sistemas de informação referindo-se:
- Marcação e confirmação de consultas;
- Sistemas de pré-aviso;
- Domiciliação de serviços (telefones, call-centers, Internet)
- Sistemas automáticos de aviso (ex: quedas, idosos isolados)
- Monitorização à distância de parâmetros vitais;
- Telemedicina;
- Comodidade do pagamento de taxas e serviços.
De salientar também o projecto sistema de informação de saúde Açores Região Digital (SISARD), que integrará as diferentes soluções informáticas clínicas e não clínicas, dos diversos elementos do SRS, criando uma rede regional de saúde. Este projecto contempla uma história clínica única à volta da qual gravitam os diferentes pilares do sistema: o Cartão do Cidadão (Faz a autenticação de meios do sistema), o Hospital e Centro de Oncologia, os Cuidados de Saúde Primários e um Centro de Gestão e apoio à decisão.
Outro projecto apresentado no que respeita à interoperabilidade e desmaterialização do processo clínico consiste no sistema criado no Centro Hospitalar do Porto – Unidade Hospital Santo António. O sistema designado de AIDA consiste numa aplicação de interoperação, que partilha a informação de todas as ligações do hospital.
As principais características deste aplicativo segundo os seus responsáveis são ser global, permitindo gerir toda a actividade assistencial em saúde, ser flexível, orientado ao paciente e integrado.
Em relação à intervenção do nosso colega Enf. Élvio de Jesus, esta permitiu explanar o trabalho que a OE tem feito nesta matéria, bem como a importância que dá a estas novas tecnologias ao serviço da Saúde. Abordou de forma sumária a utilização da linguagem classificada CIPE e o resumo mínimo de dados de Enfermagem. As empresas presentes, solicitaram informação acerca da certificação dos sistemas de informação por eles desenvolvidos, sendo explicado todo o processo de candidatura, e os requisitos que terão que apresentar.
A problemática da mobilidade dos cidadãos europeus e o acesso equitativo à Saúde, foi abordada segundo a perspectiva de que actualmente e mais ainda no futuro, as pessoas vão procurar os serviços de saúde de maior eficácia e qualidade, mesmo que isso signifique ultrapassar fronteiras. Reforçou também a ideia de que em regiões fronteiriças, as pessoas e os próprios governos, recorrem a soluções mútuas, dando como exemplo a construção entre a Espanha e a França de um hospital com financiamento conjunto.
Notas de Síntese
-Importância da criação de mecanismos de Interoperabilidade entre os diferentes sistemas de informação;
- Repto às organizações de saúde e também profissionais para a uniformização de conceitos;
- Portabilidade dos dados em Saúde e centralidade da informação no cidadão;
- Processo clínico único e universal;
- Introdução de Sistemas de Informação nas USF;
- Avaliação de resultados através dos sistemas de informação;
- Reconhecimento das entidades e empresas presentes relativamente à importância dos profissionais de enfermagem no âmbito dos sistemas de informação em Saúde (quer pela disponibilidade e facilidade de compreensão e utilização, quer pela dimensão do seu trabalho no seio das organizações de saúde).

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Sunday, March 9, 2008

“No Centro da Sua Saúde”

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Sunday, February 10, 2008

“A nossa Saúde”

A Saúde é sem dúvida o nosso bem mais precioso, e tudo o que a possa por em causa, constitui uma ameaça para a própria vida da pessoas.
Na sociedade actual as questões da Saúde e da Doença, assumem uma preponderência e uma dimensão cada vez maiores, talvez porque se procura informar ao máximo as pessoas sobre a promoção da saúde (combate ao colesterol, hipertensão, diabetes, icentivo ao exercicio físico e prevenção do tabagismo) e em relação à importância de um atendimento imediato de determinadas doenças agudas emergentes (via verde AVC, via verde Coronária, etc). Não é também menos importante o contributo de uma evolução social natural, assente na responsabilização crescente que as pessoas têm em relação ao estado, sentindo que, se lhes são exigidos cada vez mais impostos e contribuições, do outro lado esperam a compensação dos serviços públicos, nomeadamente na Saúde. Provavelmente esta lógica é até provida de algum sentido, se não de muito….
A sensibilização da opinião pública sobre estas temáticas, bem como o dever constitucional de assegurar cuidados de saúde gratuitos a toda a população, obriga o estado a atender com especial atenção à Saúde de todos os cidadãos.
Se compreendemos por um lado que a racionalização dos recursos e dos meios, obriga a uma reorganização e reformulação do Serviço Nacional de Saúde, não se aceita facilmente, manter basicamente na mesma os velhos problemas da Gestão da Saúde e centrar o foco da atenção apenas no encerramento “forçado” de alguns serviços. A procura de melhores cuidados de saúde no âmbito da rede de urgência e emergência, faz todo o sentido, o mesmo já não se pode dizer quando esta é feita sem o contributo dos profissionais de saúde e as próprias populações.
Continua-se a permitir a dubia acumulação entre público e privado, com conflitos de interesses óbvios, muitas vezes prejudiciais para as próprias instituições de saúde. Apostam-se em hospitais EPE, mas continua-se a manter inalterados outras dezenas de hospitais.
A inexistência de uma política de Saúde clara e precisa, gera insegurança e desmotiva os profissionais que diariamente garantem a saúde das populações.
Vamos construir um SNS moderno, sustentável, em que o cidadão seja o elemento fundamental, não esquecendo dos profissionais de Saúde, que hoje são muito desvalorizados.

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Sunday, January 27, 2008

Centro Hospitalar Cova da Beira ensina cidadãos a AVALIAR a DOR

 
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“Ordem dos Enfermeiros - Um novo Impulso”

Quando se inicia uma nova etapa, nada será igual como antes. Nestes próximos quatro anos os desafios são enormes e por isso motivadores, impulsionando todos os Enfermeiros para uma corrida de fundo, da qual sairão vencedores os cidadãos do nosso país. Não podemos esperar por facilidades, por auto-estradas de oportunidades, mas iremos percorrer mesmo os caminhos mais sinuosos, mais complicados e ultrapassá-los, sobretudo porque somos diferentes, genuinos, e por isso determinantes e inovadores.
A ENFERMAGEM PORTUGUESA afirma-se diariamente pelo seu saber ser e saber estar, pelo trabalho e pelo empenho, suplantando todo o sistema nacional de saúde, constituindo-se como um pilar fundamental para a sua sustentabilidade e capacidade de intervenção.
Nestes tempos que se avizinham a Ordem terá um papel determinante, aglutinador da profissão e dinamizador da evolução profissional e da consequente melhoria dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos.
Vamos ser melhores, mais empreendedores e inovadores, contribuindo decisivamente para a Saúde dos nossos cocidadãos. 
  

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Sunday, August 19, 2007

“Centro Hospitalar Cova da Beira ao serviço da Comunidade”

O Centro Hospitalar Cova da Beira integrado na Covifeira 2007 levou a cabo sessões públicas de promoção, prevenção e educação para a saúde onde procurou sensibilizar a população sobre temáticas pertinentes, como a alimentação saudável, o exercício físico regular, a importância da avaliação da tensão arterial frequência cardíaca e respiratória, a identificação do risco cardíaco e do grau de dependência ao tabaco. Para além destas, foi feito o ensino relativamente à avaliação da Dor como 5º Sinal Vital, uma vez que o Hospital dispõe de um processo de avaliação e controle contínuo da Dor para todos os utentes do Centro Hospitalar.

 

Estas acções foram desenvolvidas no stand do CHCB que assegurou a presença contínua de profissionais de enfermagem e a divulgação das suas valências, recursos e modo de funcionamento. Foram ainda distribuídos panfletos de sensibilização para a saúde e disponibilizada informação sobre o sistema inovador de verificação on-line das consultas programadas em www.chcbeira.min-saude.pt.

 

A participação neste evento marcante na vida da nossa comunidade, constitui-se como uma oportunidade única de facultar a aproximação dos utentes aos cuidados de saúde, criando um clima de grande empatia e adesão das pessoas em relação ao Hospital de referência da região. Durante os seis dias de duração deste certame, foram observadas cerca de 600 pessoas, sendo possível rastrear, informar e encaminhar os utentes sobre as alterações identificadas no seu estado de saúde.

 

As situações mais frequentes incluíram a hipertensão arterial, à qual se associou na maior parte das vezes o excesso de peso e os erros alimentares, foi também identificado um risco elevado de desenvolvimento de doenças cardíacas.

 

Por outro lado e relativamente à temática da avaliação da Dor, identificámos um reduzido conhecimento da população em relação às escalas de avaliação, à existência de um processo de avaliação sistemática da Dor no CHCB e à importância da Dor como 5º sinal vital.

 

Mais do que uma simples avaliação do estado de saúde das pessoas foi possível esclarecer dúvidas, dar conselhos e delinear algumas linhas importantes sobre o projecto individual de saúde de cada uma das pessoas. A prestação de cuidados de saúde de proximidade, tornou-se assim um objectivo concretizado.

 

No compito geral podemos afirmar que o CHCB, ficou muito satisfeito com a adesão demonstrada pela população, salientando ainda que como instituição de referência na saúde da região, pretenderá manter actividades desta índole, de modo a facilitar o acesso da população aos cuidados de saúde.

 

            O Centro Hospitalar Cova da Beira ao seu dispor.

 

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Sunday, June 24, 2007

Menopausa e… esterogénios

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Enfermagem no futuro…

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A Saúde Mental em Portugal

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